domingo, 22 de junho de 2008

Tinta Fresca

Mas isso foi la pelas estâncias do Espírito Santo, e todos sabemos que por lá (e no país todo) militar é atarefado deveras. Buenas, a história diz que o praça tava demasiado ocioso no quartel, e o Sargento exclamou:
- Recruta!
- Chamô sargento?
- Que coisa é essa de 'chamou sargento'?
- Desculpe senhor! Quais as ordens senhor? -
- Vai lá pintar o banco do parque ali. Quero poder me pentear naquela madeira, ouviu?
- Sim senhor Sargento!
- E cuida pra nenhum tonto sentar hein!
- Sim senhor, pode deixar. - E bateu continência, mecanicamente.
E foi. Pintou daqui, lustrou ali, limpou, e o turno dele passou. Quando chegou o substituto, o praça avisou,sucinto:
- Não deixa ninguém sentar que a tinta ta fresca. Ordens do Sargento, ó!
- Claro, claro.
Não deixou mesmo. Mas ficou com uma canseira danada nas pernas. Mas passou adiante a ordem.
- E no banco ninguém senta, ouviu?
- Arram, pódexa.
Militar é bom de lembrar das ordens que recebem. E mais ainda de passar elas adiante.

Mas da tinta fresca ninguém lembrou de explicar. Se bem que o sargento achava graça nos praças enxotando as velinhas e crianças, prestes a descansarem suas nádegas no banco.

Hoje é um dos bancos de parque mais conservados de Vitória.

Exceto pela pintura, que ja começa a descascar.



Um comentário:

CodeFroes disse...

HA =D

bem postado, bem postado.